Quarta-feira, Novembro 30, 2011

das lacunas

estou, nesse verão que chega,
compenetrada nas minhas lacunas caprichosas,
incomunicáveis , visíveis e deslizantes.

-tantas coisas-tantos espaços num só espaço -

marcadas por tatuagens , líquidos e
  lacres/entreabertos),
vou lambendo esses traços *sóbrios* e conceituais nascidos e abertos há anos.
 afundo minha língua nos espaços sem (   escolha a palavra a ser preenchida nesse parênteses)  
e assovio lá dentro momentos viris e uniformes
/desejo/
 descolando o plágio de seu rumo natural,
vejo quanto caldo há dentro
e quanto desejo possui esses espaços.
= desejo ( o desejo) de ancorar meu píer nu
e elucidar minhas referências paternas .

um negro assovio balança meu fígado
e eu não me espanto.
tento por hiatos traduzir meu aconchego árido
e percebo que essa é a minha missão de piloto.
vou resmungando e cavando um abcesso nas minhas entranhas.
#o eco do meu grito planeja me encontrar lá#

filmo com essa pupila que não desejei , a circulação de fluidos nessas lacunas,
e lá acho registros de mins.
#faíscas de uma fogueira na forma de nuvem#
 lábios que caminham no meu desconhecer.
minha fala /duas lacunas/

apesar delas, invento uma fé.
por causa delas, há tensões que jamais repousarão.










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