tem-se a linguagem e o ruído do mundo .
um frenesi de utopias
/um espumante obcecado mundo-
uma pajelança de mundos povoam o meu e o teu
horizonte ameno.
me renova-demoradamente.
numa explosão de fragmentos sou
lúcida e criança na miragem dum novo recomeço
*sinto minha penugem levemente adocicada por goles do novo ano *
- nesse ambiente ambivalente das sensações, eu, máquina corporal de anos
caminha bamba e certa nas tardes de horizontes
azuis-celestes -chocantes
(eu piso na grama onde você não pisa)
toco o reboco através do meu bocejo que oculta: ....
meu corpo ferve numa mistura
de linguagens que me apavora e me aproxima
/sou toda carne e disso e pra isso vivo
**
nesse novo dia toco minhas pernas
que se abrem e dão a luz ao meu destino
-dar a luz rompe todos os meus medos tudo o que já escrevi
rompo.desaguo.como um rio.
me reconstruo.cotidianamente.
**sobrevivo feito avalanche .
é um verão novo que desatina em mim
uma febre de linguagens envolve esse meu começo
que conversa comigo alertando-me sobre mim
que olha distraidamente o céu e vê como o mesmo é magnífico
que pensa ser uma flor e
desabrocha num tempo perpétuo.


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