Domingo, Janeiro 01, 2012

(re)-(co)-meço-nas-lacunas

nas lacunas minhas(objeto constante de estudo),
tem-se a linguagem e o ruído do mundo .
um frenesi de utopias
/um espumante obcecado mundo-
uma pajelança de mundos povoam o meu e o teu
 horizonte ameno.

um rito silencioso desagua onde você me lê

tenho em mim um grito novo que me dilacera e
me renova-demoradamente.
numa explosão de fragmentos sou
lúcida e criança na miragem dum novo recomeço
*sinto minha penugem levemente adocicada por goles do novo ano *

sortilégio encantador.franja de possibilidades quentes.

- nesse ambiente ambivalente das sensações, eu, máquina corporal de anos
caminha bamba e certa nas tardes de horizontes
azuis-celestes -chocantes

(eu piso na grama onde você  não pisa)

toco o reboco através do meu bocejo que oculta: ....

meu corpo ferve numa mistura
de linguagens que me apavora e me aproxima
/sou toda carne e disso e pra isso vivo
                       **
nesse novo dia toco minhas pernas
que se abrem e dão a luz ao meu destino
-dar a luz rompe todos os meus medos tudo o que já escrevi

 rompo.desaguo.como um rio.
me reconstruo.cotidianamente.
**sobrevivo feito avalanche .

é um verão novo que desatina em mim
uma febre de linguagens envolve esse meu começo
que  conversa comigo alertando-me sobre mim
que olha distraidamente o céu e vê como o mesmo é magnífico
que pensa ser uma flor e
 desabrocha num tempo perpétuo.

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